Ela se sentiu abalada, pois o moço que ela amava
Disse que ela tinha merda na cabeça
Confusão atrás da outra, ela parou.
Sabe a luz? Então, a luz era alucinação.
Não, não, não, ela não fica sozinha nunca,
Mas só anda com pessoas vazias, pra lugar nenhum.
Se esse cigarro te faz feliz, deixa eu ser ele um pouco.
A sua jaqueta preta esconde o seu sorriso, mas me deixa louco
Não sei o que está acontecendo, você é uma perdida de apenas 17.
Seu nome é contra a paz, e sua atitude é louca
tocar numa banda é o que te faz feliz?
Estar perto desses babacas é o que te faz feliz?
Sai da minha cabeça então
Sai da minha cabeça então
o primeiro dia de vida.
você tem duas escolhas. uma boa e uma ruim. a boa é óbvia, a ruim também. uma gera leveza na alma, outra peso. eu tinha acabado de acordar no ônibus, costumo dormir sempre na viagem de ida pro Rio. Como não fazer isso? Aquelas poltronas super confortáveis. Ao me levantar, uma carteira jogada na poltrona ao lado… me recordei da moça que tinha saltado uma hora atrás, grávida. Ela usava um óculos Geek, e uma camisa xadrez. Estilosa e charmosa. Olhava atenciosamente a janela e a vista, como se fosse uma criança sonhadora. Não pensei duas vezes. Peguei a carteira na esperança de ser dela, e de graças a Deus ajudá-la no provável desespero que ela estaria passando. Sentei na lanchonete do Catete, pedi um pastel e um refresco. Antes que pudesse pensar em qualquer coisa, um garoto de rua me encarou e pediu para que eu lhe pagasse um salgado e um refresco. Eu disse “Com Certeza, pago sim.” Ele se espantou, senti o choque. Esperava um não, imagino. Eu perguntei “Qual você quer?” Ele se sentou e apontou para o vidro farto de gostosuras e salgadinhos. Ele agradeceu três vezes enquanto comia. E ao terminar, se sentou no chão da calçada, em alguma posição aparentemente confortável e ao campo de visão da televisão, que passava um filme o qual não pude identificar direito sobre o que se tratava. Em seguida, uma senhora parou na frente de Maria, a balconista e elogiou seu casaco. Ela foi ignorada, mas não se abateu. Sentou do meu lado e espontaneamente perguntou “Me paga um lanche?” Eu lhe disse “Escolha um!” Cara, sério, o sorriso que ela abriu foi tão grande que dava pra fazer um livro detalhando as diversas emoções que podiam ser interpretadas com ele. Na dúvida, ela escolheu uma coxinha de frango, e um refresco de maracujá. Ela sofria de Síndrome de Asperger, se tremia toda. Nem sei como não deixou o suco cair no chão. Observava isso discretamente. Ao terminar, ela me deu outro sorriso e se levantou. “Obrigado meu filho”. Eu sorri e disse que não tinha de quê. Ensaiei no estúdio com minha banda, e lá mesmo abri a carteira pra ver se tinha algo que pudesse facilitar a localização da dona. Cartões de banco, de metrô. Carteira de trabalho. Dinheiro, e um bilhete untado escrito “Aluguel”. Voltando pra casa, liguei pra minha mãe e disse o que tinha acontecido. Ao chegar, tentamos ligar para um dos telefones de amigas, que curiosamente estavam escondidos no meio da carteira. Depois de diversas tentativas, conseguimos finalmente com que a moça retornasse a nós. Ela estava emocionada, com seu marido, agradecendo imensamente pela honestidade. E que, era, de fato o dinheiro do aluguel deles, o qual mesmo sendo pouco dinheiro faria muito falta e geraria aperto a eles. Marcamos de entregar amanhã a eles. Bom saber, que alguém ficou feliz essa noite. Podia ter sido evitado? Podia. Mas foram testes. Para mim, para minha mãe. E para que testes ocorram, são necessários que pessoas sejam levemente usadas, e, apesar da tensão, tiveram o que mereceram, depois da desatenção da moça em perder a carteira, certamente de agora em diante ela prestará mais atenção. E eu? Bem, eu pretendo continuar nessa luta diária de sorrir pra vida mesmo estando pra baixo, e fazer o possível pra fazer os outros sorrirem juntos, mas sem forçar a barra, sendo natural. Porque a graça da vida é fazer com que o bem se torne um vício, gerado de uma atitude que se tornou um hábito. Isso deve ser exercitado por todos, aos poucos conseguiremos nos tornar pessoas melhores.
ele se pergunta todos os dias
se o problema está em você
ou nele mesmo
ele não entende nada
ele duvida
mas confia em algo bom.
e ele te considera bom.
(Source: fangtasi-a)
“finalmente”
são seus olhos, vivos e reais.
a respiração está diferente. o ar também.
isso está acontecendo mesmo. não parece ser só um conto ou poesia sonhadora.
eu imaginei igual a lembrança da outra vez. como a noite que o céu congelou, e nevou sobre as ruas que estavam reservadas só pra nós.
mas é diferente, é mais!
será que eu já posso dizer que te amo?
sinto que você vai responder que também.
finalmente.
ciclo
é um ciclo vicioso. todos ficam viciados em falar mal dos outros, e relembrando do passado, dos erros dos outros, e dos erros próprios.
eu custei a ver que eu sofria desse mesmo problema, e cometia esse mesmo erro, outras pessoas, tecnicamente mais evoluidas que eu nesse aspecto, e mais objetivas na vida até então naquele breve momento.. já haviam me chamado atenção. mas eu realmente custei a me interessar em uma mudança sobre isso, porque não havia percebido, assim como os outros, que isso era DE VERDADE um grande problema. talvez uma doença! daquelas do tipo que ninguém assume, por estarem alienados sobre si.
me mudei pra longe, um lugar bem mais tranquilo que o grande RIO DE JANEIRO, longe das praias, de todas essas maravilhas da zona sul… e descobri, que era alienado, e que na verdade essas belezas todas disfarçavam o estresse IMENSO que o ciclo social se envolvia(envolve).
conheci uma galera nova, com pensamentos diferentes, estilos de vida diferentes, nada muito anormal.chegando até a ser engraçado ver a humildade alheia pra certos fatos… e a capacidade incrível de suportar viver longe do GRANDE, do estilinho de vida patrício… afinal, quando voce nunca teve algo, voce nunca vai sentir falta…
no começo foi assustador, respirava e meus pulmões pareciam estar recebendo facadas a todo segundo… mas com paciencia, esperei… e vi que isso está sendo útil, e que foi útil para eu analisar melhor quem eu era, quem sou… e o que interessa mesmo é o presente, nem mesmo o futuro interessa tanto quanto o hoje. porque se voce planeja demais o amanha, voce limita suas ações, voce se força a fazer as coisas pra chegar em tal lugar, e nao as faz por achar que seu coração e indole acreditam que ISSO É FAZER O BEM… ou seja, voce esquece que é imperfeito, que erra… e que para concertar os erros, voce vai precisar de algo muito mais complexo do seu interior, de uma reflexão para consigo mesmo, de remoer magoas passadas. voce vai acabar se julgando. o que não é certo… e vai acabar cometendo outros erros piores, e vai se confundindo aos poucos, e se desencontrando…. tudo isso por pensar demais no que pode acontecer. CLARO, atos tem consequencias, sem radicalizar, nao que se deva atirar-se na frente de um onibus, esquecendo do futuro. mas nao deixando o futuro como líder dos seus pensamentos. o interessante é viver o presente COMO se fosse o futuro. assim tudo sai certo.
bom, o clima se torna tenso, voce se sente distante da paz, e o ciclo se torna vicioso, doentio, de um passa pro outro, sim… é contagiante.
quando me isolei da minha própria vida, acabei morrendo, mas nasci de novo. outro. porém, vivendo das duas vidas, paralelas… agora estou diferente, com outra visão, outro sentimento pela vida… mas quando venho ao Rio, volto a me relacionar com quem eu era, só que de várias formas… ou seja, várias pessoas diferentes. dói demais. e o clima tenso toma conta do meu coração. e voltar pra casa me alívia. o que eu faço ?




